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domingo, 25 de maio de 2008

Luís Veiga Leitão

 

NÃO

Não queremos o sangue das crianças

na boca das batalhas posto

— fauce podre de lamas desertas

Mas correndo vivo sob o rosto

numa alegria de flores abertas

Não queremos o sangue dos jovens

cobrindo o frio das Baionetas

— morto lume verde sobre a neve

Mas correndo a arder nas noites pretas

para que as manhãs cantem breve...

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