MENINO DA RUA
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Manhã triste, negra, fria,
Pés descalços pelo chão,
Arrastados, cada dia,
Na procura de algum pão.
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Sem bondade, nem carinho,
Sem o mais pequeno afecto,
Sem destino no caminho,
Sempre em busca de algum tecto.
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Cruza um mundo sem sentido,
Quase sempre tão temido
E distante como a lua.
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Enteado da fortuna
Sobrevive por lacuna,
É menino, mas da rua.
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Vítor Cintra































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