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domingo, 23 de março de 2008

Almeida Garrett

 

Tronco Despido (1828)


Virgílio,
Sine nomine corpus
Qual tronco despido
De folha e de flores,
Dos ventos batido
No inverno gelado
De ardentes queimores
No estio abrasado,
De nada sentido,
Que nada ele sente...
Assim ao prazer,
À dor indifrente,
Vão-me as horas da vida
Comprida
Correndo,
Vivendo,
Se é vida
Tam triste viver.

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